Portal RAIZ. no fisl10

Durante os quatro dias do evento a jornalista Thereza Dantas conversa com participantes, palestrantes, programadores e produtores culturais, sobre as novas ferramentas e os efeitos que já podem ser vistos nas comunidades tradicionais e populares através da disseminação dos Softwares Livres.

Resumo final

O fisl10 é um encontro internacional de programadores de softwares livres (SL). Em 10 anos esses profissionais conquistaram o respeito e espaço na sociedade brasileira. Conquistaram tanto espaço, que este ano o presidente da República visitou o fisl10 e reiterou seu apoio aos SLs.

Importante ferramenta na área cultural brasileira, os SLs além de fazer parte de diversas políticas governamentais também será utilizada como plataforma na construção da TV Digital brasileira. O Ginga é um software livre bem no espírito dos SLs, com direito até a comunidade.  A seguir publicações feitas durante o fisl10 que aconteceu em Porto Alegre, RS, do dia 24 a 27 de junho de 2009.

Muita ginga…

O Ginga é uma plataforma SL onde a TV Digital brasileira será montada. Criada por uma equipe de pesquisadores da PUC -RJ e da Federal do Rio Grande do Norte  é um projeto bacana, legal,  mas tem o um problema: o retransmissor dos sinais. O governo federal insiste em empurrar com a barriga a questão; a TV brasileira ainda vive sob as regras do governo militar com concessões públicas na mão de poucos empresários da Comunicação.

Temos dois grandes problemas para o futuro: se os jornais estão desaparecendo e a TV continua a ser o maior veículo de informações, como deixá-los nas mãos de sete famílias?
Se a internet está invadindo o espaço do jornalismo impresso como ampliar a banda larga no país para ser uma alterntiva ao poder centralizador da Comunicação brasileira?
Será necessário dos jornalistas, artistas, técnicos e comunicadores muita ginga para driblar esse gargalo!

A seguir os quatros vídeos  da mesa GINGA  com as participações do Sr.André Barbosa Filho (assessor da do Governo Federal) e os criadores da plataforma GINGA: Prof. Fernando Ferreira Guido Lemos de Souza Filho (pesquisador da Federal do RN) e Prof.   Luiz Fernando Gomes Soares (pesquisador da PUC-RJ)

Ginga brasileira 01

Vídeo 01

Ginga brasileira 02

Vídeo 02

Ginga brasileira 03

Vídeo 03

Ginga brasileira 04

Vídeo 04

Software Livre para ajudar

Foram quatro dias, muitas oficinas para ver e ouvir, e aqui vão dicas de programadas de códigos abertos – ou softwares livres – para ajudar e serem adicionados a mesa de trabalho do computador – sem custo ou multa da receita federal por copiar programas de códigos fechados!

GIMP : continua sendo o SL mais conhecido que trata a imagem (jpeg, gif, entre outros). Essa versão é bem amigável e possui várias ferramentas para edição da imagem.

INKSCAPE: outro editor de imagens. Nesse caso voltado para criação de peças gráficas como folhetos, programas, livros.

LINUX: é o sitema onde programas como o GIMP e o INKSCAPE podem ser utilizados. É possível manter os dois sistemas, Windows e Linux, no mesmo computador pessoal.

eyeOS : pensado como uma nova definição de Sistema Operativo, também é indicado para uso e organização de redes de  computadores, utilizando um navegador da web.

BrOffice: versão SL nacional com editor de textos, editor de planilhas de cáculo, um editor de apresentações multimídias e outras ferramentas. Publica arquivos word e ODF.

KALTURE: criado em linguagem wiki, a mesma do wikipedia, essa plataforma remixa imagens conhecidas  em releituras criativas.

WORDPRESS: Plataforma de criação de blogs

Nós somos a revolução

Foto Eric Viana

Foto Eric Viana

Na mesa “Open Source e o futuro do desenvolvimento de software”, Michael Tielmann e Bruno Souza conversaram sobre a presença do presidente Lula no fisl10 no dia 26 de junho. Os dois programadores comentaram as diferenças entre as liberdades de mercado dos softwares nos EUA e no Brasil, e como  era significativo para as empresas de softwares de códigos fechados  a posição do Brasil sobre o assunto. Tielmann chamou a atenção às ações pouco claras que algumas empresas de software fechado são capazes de praticar, em especial na área das políticas educacionais em instâncias governamentais em vários países. “O Open Source (Código Aberto) é muito importante na economia, na vida política, na educação e na cidadania. Peço a tdos vocês que retransmitam essa palestra para os que não puderam participar desse encontro”. Palavras de Tielman.

Já na palestra “The Danger of Software Patentes”,  a estrela do cultura digital do Software Livre, Richard Stallman falou sobre os caminhos para se patentear uma idéia. Stallmann também pediu aos organizadores para que publicassem suas palavras no GNU.org.

Encontro dos Pontos de Cultura

Vários temas foram debatidos no “Encontro da Rede de Pontos de Cultura no fisl10″ pelos integrantes dos Pontos de Cultura, uma política de reconhecimento dos artistas e coletivos artísticos do Ministério da Cultura. Apresentação de várias plataformas de redes sociais, criação de conteúdo multimídia, uso da internet, políticas públicas para permanência dos Pontos de Cultura, interações reais e virtuais, entre outras discussões. Consenso no debate: a necessidade de encontros reais para o re-conhecimento dos Pontos de Cultura.

Sobre a questão das convergências de culturas tradicionais e ferramentas digitais há várias experiências dos coletivos de artistas que  potencializam as ferramenta digitais  na divulgação dessas  tradições.

A normalidade da democracia

Foto CC Visita do Presidente da República. Durante o dia 26 de junho,  o Centro de Eventos ficou parcialmente  fechado. As oficinas agendadas nos prédios da campus aconteceram normalmente como deve ser numa democracia. Entre policiais da segurança do Presidente e o andamento do fisl10, a  normalidade reinou. Várias mesas trataram da questão dos Softwares Livres para criação de plataformas para Redes Sociais ou blogs que tragam mais interação e  transparência na relação do Estado com o cidadão. Vale a pena ler o texto do economista Luis Nassif sobre o Blog da Petrobrás.

O comentário presidencial criticando a Lei Azeredo também faz parte da normalidade democrática.

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